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sexta-feira, 23 de junho de 2017

UGT e Força Sindical desmentem informação da ‘Época’ de que desistiram da greve geral






A revista do Grupo Globo, que a UGT classificou como “fake news”, publicou uma informação mentirosa de que as duas centrais sindicais tinham desistido da greve geral marcada para o dia 30 após apelo do governo. Todas as centrais seguem apoiando a paralisação



Por Redação




A União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Força Sindical desmentiram, nesta quinta-feira (22), a matéria da revista Época que noticiava que ambas as centrais teriam desistido da greve geral do dia 30 de junho após apelos do Planalto.

 "Os dirigentes das duas centrais sindicais acreditam que a greve se resumiria a um protesto “Fora, Temer” e deixaria de lado questões que consideram importantes, como a reforma trabalhista e a da Previdência”, diz, de forma mentirosa, a reportagem publicada poucas horas antes que viesse à tona a nota das centrais desmentindo a informação.


A UGT, por exemplo, classificou a Época como uma publicação de “fake news”.


Confira abaixo a íntegra da nota das duas centrais.
UGT


“A União Geral dos Trabalhadores (UGT) em momento algum desistiu da greve geral do dia 30 de junho. A notícia publicada no Fake News da Revista Época nesta quinta-feira (22) é inverídica. Unidos nós somos fortes. Por esse motivo é comum, nesse momento, tentar desorganizar o movimento conjunto das centrais contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária”.

Força Sindical


“A Força Sindical vem a público orientar suas entidades filiadas – sindicatos, federações e confederações – a realizarem, no próximo dia 30, sexta-feira, atos, manifestações e paralisações em suas bases”. Segundo a Força, “É muito importante que os trabalhadores de todas as entidades filiadas intensifiquem esta luta, cruzando os braços e realizando manifestações em repúdio aos textos apresentados sobre as reformas”.

sábado, 17 de junho de 2017

Filho de Kadafi vai unificar a Líbia e liderar a luta contra os terroristas'

16.06.2017

Filho de Kadafi 'é a única pessoa capaz de unificar a Líbia e liderar a luta contra os terroristas'. 26754.jpeg
Filho de Kadafi 'é a única pessoa capaz de unificar a Líbia e liderar a luta contra os terroristas'
Preso em 2011 após a derrubada do governo de seu pai, o recém liberto Saif al-Islam pode liderar a restauração do regime em uma Líbia fragmentada e destruída por seis anos de guerra civil







Eduardo Vasco, Pravda.ru
Saif al-Islam al-Kadafi, filho do ex-líder Muamar Kadafi, foi solto no último sábado (10) da prisão de Zintan, cidade do noroeste da Líbia e próxima da capital, Trípoli. Ele havia sido sentenciado à morte em 2015, mas o grupo de milicianos que o mantinha preso se recusou a entregá-lo à corte em Trípoli. Estava detido há quase seis anos, acusado de atuar na repressão a manifestantes, quando era uma das principais figuras do governo de seu pai.
Após a queda de Kadafi com a ajuda da OTAN, a Líbia se transformou em um país destruído, praticamente sem Estado e com uma guerra civil entre facções com grande atuação de grupos como o Estado Islâmico e a al-Qaeda. A libertação de Saif al-Islam significou um alento aos seguidores de Kadafi. Ele deverá assumir a liderança do movimento pelo restabelecimento de um governo nacional na Líbia, ao estilo do que vigorou até 2011.

No último dia 7 de junho, Almeida lançou em Curitiba o livro "A Líbia de Kadafi", que também será traduzido para o inglês, francês, espanhol e árabe. Integrante do Movimento Marcha Verde, ele conversou com a Pravda.ru e afirmou que as forças leais ao antigo governo estão retomando Trípoli e expulsando os grupos terroristas."A única pessoa em toda a Líbia capaz de unificar o país e liderar a luta contra os terroristas da Irmandade Muçulmana, al-Qaeda e Estado Islâmico é Saif Kadafi", afirma José Gil de Almeida, ativista brasileiro pioneiro na defesa do sistema político e social que surgiu na Líbia a partir da Revolução de 1969. Ele visitou o país em 19 oportunidades, já esteve três vezes com Muamar Kadafi e é um dos maiores especialistas brasileiros sobre a Líbia, organizando encontros nacionais e internacionais e publicando dois livros sobre o tema.
Como você recebeu a notícia da libertação de Saif al-Islam al-Kadafi?
Por e-mail de amigos na Líbia. Diversas cidades festejaram a libertação com desfiles de carros e muitos fogos de artifício, disparos de armas de fogo e dança.
Saif ainda tem influência política na Líbia?
Ele é o sucessor natural de Muamar Kadafi, foi preparado para lutar na defesa da Jamahiriya (Poder Popular). Nos últimos dias ele visitou todos os chefes tribais da Líbia e está organizando a luta contra os terroristas financiados pelos EUA e OTAN. Ele foi libertado por kadafistas que estão hoje espalhados nas forças armadas e nos grupos guerrilheiros que atuam em algumas regiões.
Então o kadafismo ainda tem muita influência dentro das forças armadas e entre a população?
Sim. Quando Kadafi se retirou para Sirte, sua terra natal [e onde foi assassinado em 20 de outubro de 2011], levava com ele parte dos oficiais das forças armadas. Ele pediu que eles retornassem a suas casas para no futuro defender a Líbia. Kadafi sabia que não resistiria à maior força militar do planeta e foi para Sirte para ser martirizado ao lado de seus companheiros mais próximos. E foi isso o que aconteceu, para preservar os kadafistas dentro das forças da Líbia.
E até hoje existem grupos fiéis a Kadafi dentro das facções que lutam pelo poder no país?
Sim, aguardando o momento de lutar a verdadeira guerra de libertação da Líbia sob o comando de Saif al-Islam al-Kadafi.
Com a liderança de Saif os guerrilheiros kadafistas ficam mais unidos e fortalecidos?
A única pessoa em toda a Líbia capaz de unificar o país e liderar a luta contra os terroristas da Irmandade Muçulmana na fronteira com o Egito e contra a al-Qaeda e o Estado Islâmico em Benghazi e Trípoli é Saif Kadafi.
Mas eles têm forças para enfrentar os terroristas?
Sim. Mesmo com os terroristas recebendo armas de países ocidentais ligados aos EUA, os kadafistas estavam se preparando para este dia desde 2011.
Então eles pretendem restaurar exatamente o mesmo regime derrubado em 2011?
Sim. A Jamahiriya Árabe Popular Socialista da Líbia [nome do país até 2011] é o regime que atendeu a todas as reivindicações de saúde, habitação, educação etc., do povo líbio. A Líbia de Kadafi tinha o maior IDH da África, maior até que o do Brasil. A Líbia era feliz e vivia em prosperidade. E agora, após a "democracia" dos norte-americanos, o povo está desamparado e sofrendo até com falta de gasolina em postos de combustíveis. Diversos poços de petróleo líbios estão sendo controlados por tropas militares dos EUA, França e Inglaterra, com a desculpa de retirar petróleo para "pagar despesas de guerra".
O petróleo foi o motivo da invasão da Líbia?
Sim, gás e petróleo, como sempre acontece nas guerras do imperialismo norte-americano em diversas partes do mundo.
Na época da intervenção da OTAN também se falou que um dos motivos era que Kadafi visava integrar a África com uma moeda única para todo o continente.
Sim, também. Ele criou um banco forte e isso incomodou os sionistas ligados aos Rotschild.
Você falou que o povo líbio era feliz e vivia em prosperidade. Mas, e os relatos e imagens de opositores sendo reprimidos, torturados e assassinados?
Durante o governo da Jamahiriya Árabe Popular Socialista da Líbia o país foi alvo de ataques do inimigo imperialista. Muitos mercenários e traidores do povo líbio foram presos e detidos, mas as denúncias de torturas foram raras e nunca apoiadas por Kadafi. A maior prova de que o governo líbio era popular e democrático é que Kadafi não tinha cargo no governo. Havia um presidente e um primeiro-ministro, todos eleitos pelos Congressos Populares. Muamar Kadafi era um guia espiritual e filosófico do povo líbio, por isso representava o país em solenidades e encontros internacionais, mas ele, mais do que ninguém, estimulou e criou as bases para a democracia direta através dos Comitês e Congressos Populares. A Líbia kadafista era o paraíso, não fosse pelos inimigos que fustigavam o país a mando do imperialismo norte-americano e do sionismo internacional.
Mas, e Saif al-Islam? Ele é considerado criminoso de guerra pelo Tribunal Penal Internacional devido aos supostos massacres ocorridos em 2011.
Esta acusação é mais uma farsa norte-americana. Ele foi acusado porque lutou heroicamente contra os invasores de seu país. Quatro dias após sua libertação a Irmandade Muçulmana anunciou que está deixando Trípoli. Não só ela, a al-Qaeda e o Estado Islâmico também, porque os kadafistas estão retomando Trípoli com força total e estão expulsando os terroristas, que fogem para a Turquia neste momento. Saif é o sucessor de Kadafi na reconstrução da Jamahiriya Árabe Popular Socialista Líbia. O único que pode reunificar o país.
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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Guerra na Síria está se aproximando do momento crucial

Publicado por: Redação Irã News
Autor: 
Publicada em 31/05/2017 às 08:44
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a guerraFoto:
© Sputnik/ Mikhail Voskresensky
A Síria se está aproximando do momento crucial de sua história moderna, acredita o especialista em assuntos políticos e militares da fundação Diplomacia Popular e representante do clube analítico Futuro Hoje, Sergei Prostakov, à Agência Federal de Notícias russa.
Sendo um país rico em recursos, com uma situação geográfica privilegiada no que se trata das rotas que unem a Europa e o Oriente Médio, a Síria tem atraído a atenção de muitas forças que tentam dividi-la por interesses próprios.
O iniciador deste processo foram os EUA durante a presidência de Barack Obama, quando se deu a chamada Primavera Árabe.
O presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi e o rei Salman da Arábia Saudita apertam as mãos durante a cerimônia de recepção no palácio presidencial egípcio, no Cairo, no Egito (foto de arquivo)
© REUTERS/ THE EGYPTIAN PRESIDENCY/HANDOUT VIA REUTERS/FILES
“Apesar da mudança do poder nos EUA, a política americana no Oriente Médio continua com o mesmo objetivo de mudar as fronteiras dos países e criar um novo mapa político da região, favorável para Washington”, assinala Prostakov à AFN.
O analista opina que a única coisa que mudou com a chegada de Donald Trump foram os métodos de influência nesta situação.
“Na época de Barack Obama, os EUA atuaram principalmente através de recursos do exterior, mas agora as tropas americanas estão cada vez mais envolvidas no conflito”, observou.
De acordo com o analista, “Washington, Riad e Ancara consideram o acordo sobre o estabelecimento de zonas de segurança na Síria como uma das etapas de desintegração do país”.
“O território controlado pelas forças pró-americanas no sudeste da Síria, perto da fronteira com a Jordânia, é considerado pelos americanos como sua zona de influência. A Turquia, por sua parte, pretende exercer influência dominante não somente no território ocupado por suas tropas no norte da Síria, mas também em Idlib”, afirmou Sergei Prostakov.
Os confrontos violentos na zona da estrada entre Damasco e Palmira, assim como no sul da Síria, perto da fronteira com a Jordânia e o Iraque, atrasaram significativamente o início do assalto pelo Exército da Síria da cidade de Deir ez-Zor, ocupada durante mais de 3 anos pelo Daesh, grupo terrorista proibido na Rússia).
Foto de 22 de setembro de 2016 mostra um soldado britânico perto de um caça Eurofighter Typhoon na base de Akrotiri da Força Aérea Real em Chipre, antes de decolar para uma missão da coalizão no Iraque
© AFP 2017/ PETROS KARADJIAS
De acordo com Prostakov, para o Exército sírio o passo mais adequado seria continuar avançando nos arredores de Palmira com o objetivo final de libertar Deir ez-Zor por completo. Esta cidade, localizada em rotas de transporte importantes entre a Síria e o Iraque, é um provável objetivo das forças pró-americanas que estão avançando desde o norte, ou seja, dos territórios curdos, e desde o sul, onde fica a fronteira com a Jordânia.
“Caso os EUA tomem o controle de Deir ez-Zor, terão a oportunidade de ditar suas condições e dividir o território sírio a seu favor”, adverte o analista.
Prostakov recorda que esta cidade não é somente o centro de uma região petrolífera importante, mas também foi proclamada a capital do Daesh, por isso para o Exército sírio é crucial libertar a localidade.
Sputnik