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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Irã lança grande exercício naval no norte do Oceano Índico

Publicado por: Redação Irã News 
Publicada em 27/02/2017 às 07:58
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naval
Exercício militar marítimo das forcas Iranianas      
Foto:
O Comandante da Marinha, Almirante Habibollah Sayyari, anunciou o início da manobra, com o nome do código Velayat 95, no domingo.
“O objetivo da manobra Velayat 95 é melhorar as capacidades defensivas do paísE ENVIAR A mensagem de paz e amizade do Irã aos países da região”, disse o chefe da Marinha a bordo do navio de guerra Sahand.
Os exercícios estão sendo realizados em uma área de 2 milhões de quilômetros quadrados, abrangendo o Estreito de Ormuz, o Mar de Omã, ao norte do Oceano Índico e o Estreito de Bab-el-Mandeb.
Navios de superfície e submarinos e helicópteros navais foram destacados em formações operacionais para realizar missões através das águas.
A manobra também envolve forças especiais estacionadas em toda a faixa costeira de Makran no Mar de Omã para ensaiar a defesa das águas iranianas.
Além disso, aviões da patrulha de reconhecimento, hovercraft e drones estão em vigia, monitorando os movimentos de tropas estrangeiras.
Radares avançados, sistemas de sons e sistemas de dispensa de palha fabricados no país, usados para distrair os mísseis guiados pelos radar, também estão sendo testados na manobra militar iraniana.

Os crimes de Israel


Pravda.ru/
26.02.2017
Os crimes de Israel. 26079.jpeg


























Os crimes de Israel
Artigo de resposta não toca no tema principal de nossa critica: embora divergentes em vários aspectos, esquerda e direita brasileira concordam com expulsão de milhões de palestinos de suas terras
A lista só aumenta: Duvivier e Wyllys ganham a companhia da senadora Kátia Abreu e dos senadores petistas Jorge Viana e Humberto Costa na defesa dos crimes de Israel
Por Arturo Hartmann e Bruno Huberman - ICArabe
Nesta semana, embarcou para Israel um grupo de parlamentares brasileiros com a missão de fortalecer as relações políticas e econômicas entre os países e aprofundar-se no conhecimento a respeito do conflito Palestina/Israel. O périplo de Kátia Abreu, Humberto Costa, Jorge Vianna e cia é financiado por organizações lobistas israelenses que atuam no Brasil. O resultado até o momento: postagem de azeitonas que não são israelenses, vídeos que falam da tecnologia de ponta da indústria local e discursos que alegam querer "compreender" a questão. Seria algo muito diferente do que foram fazer na região recentemente políticos e personalidades como Gregório Duvivier, Marcelo Crivella, Jean Wyllys e Jair Bolsonaro?


 Escrevemos aqui para revelar o que o discurso sionista, em especial, aquele autointitulado de esquerda, escamoteia, confunde e omite questões importantes para o leitor. Quando dizem que são contra a ocupação israelense na terras palestinas, a que estão se referindo? E o que não se menciona? Omite-se que o Estado de Israel foi criado, em 1948, por meio de uma limpeza étnica do território, que provocou a expulsão forçada de 800 mil nativos palestinos e a demolição de 615 cidades e vilarejos palestinos [1] em um processo que deixou um rastro de massacres e expulsões forçadas: Deir Ayyub, Khisas, Balad al Shayk, o bairro de Wadi Rushmiyya (em Haifa), Lifta, Sa'sa, Qastal, Deir Yassin, Qalunya, Saris, Beit Surik, Biddu, Safad, Tantura, Lydd e Ramla. Que os territórios de Cisjordânia e Gaza foram ocupados militarmente, em 1967, por meio de novas expulsões e massacres - fatos que se repetem cotidianamente até hoje. Que a propriedade privada palestina tem sido sistematicamente expropriada legal e ilegalmente pelas autoridades israelenses, que constroem cada vez mais colônias, muros e rodovias para segregar e inviabilizar a vida palestina em todo o território - seja dentro de Israel ou nos Territórios Palestinos Ocupados. Importante observação: tudo isso realizado diretamente ou com apoio de dirigentes do sionismo de esquerda. Entendemos, portanto, que é fundamental que a opinião pública compreenda o que significa atualmente a proposta de dois Estados para a sustentabilidade desse projeto político.
Significa não respeitar o direito de retorno dos mais de seis milhões de palestinos espalhado pelo mundo - as pessoas ou os parentes daqueles que foram expulsos em 1948; muitos, inclusive, encontram-se no Brasil, alguns em seu segundo refúgio. Aliás, esses refugiados palestinos, nascidos no exílio na Síria, no Líbano, no Iraque ou na Jordânia, nunca puderam conhecer o vilarejo da sua família, colocar os pés na Palestina, pois o Estado de Israel não permite a sua entrada no país. Como vemos, o sionismo tornou-se uma forma de colonialismo: para o sionismo real, a realização de um Estado majoritariamente judaico na Palestina, como resposta à perseguição aos judeus na Europa, teve e tem que recorrer a práticas colonialistas, de uma sistemática expulsão e segregação dos palestinos. O retorno dos milhões de palestinos para as suas casas afetaria decisivamente o balanço demográfico do território, fazendo dos judeus uma minoria, o que contraria a visão de qualquer sionista, até mesmo aqueles de esquerda. O artigo dos autores são apenas mais um tijolo dentro desse esforço.

Para evitar "simplificações extremas", vamos a alguns fatos. A esquerda sionista participa da colonização da Palestina há cerca de 140 anos, quando os primeiros colonos sionistas europeus começaram a migrar para a região. Os grupos nacionalistas judeus de esquerda lideraram este empreendimento ao longo de décadas, vindo do contexto dos debates políticos do leste europeu. Foram eles que protagonizaram as maiores catástrofes do povo palestino: os trágicos massacres e desapropriações de 1948 e 1967.

Se Duvivier e Wyllis tivessem tido pernas, teriam ido ao Vale do Jordão e visto a humilhação pela qual um palestino passa cotidianamente. Não é difícil, mesmo para um estrangeiro ser abordado e interrogado por um jovem soldado israelense. "Passaporte. O que faz aqui?". Silêncio, pouca interação. "Por que você está nessa área pobre, com essa gente pobre?". É chocante ver a lógica desse soldado israelense criado dentro desse sistema que incentiva o racismo ser reproduzida por pessoas como Wyllys e Duvivier. É chocante ver estes expoentes da esquerda tornarem-se defensores dessa lógica do sistema de segregação israelense. A esquerda sionista, cuja agenda o humorista e o deputado parecem defender, situa-se onde seu nome a coloca: à esquerda do sionismo, portanto, uma esquerda, acima de tudo, sionista. Esse exercício de lógica pode nos fazer parecer tolos, mas é necessário.

O debate, portanto, não é sobre este ou aquele governo israelense, mas sobre o regime de Israel, moldado pelo sionismo, que se fortalece pelos ganhos militares, ganhos econômicos e a indiferença da comunidade internacional em relação às violações israelenses. O processo de paz, como disse Edward Said, foi a rendição palestina. O que os presidentes Donald Trump e Bibi Netanyahu fizeram na semana passada, ao por fim ao processo de paz, foi apenas enterrar uma farsa iniciada por Yithzak Rabin, Shimon Peres e Yasser Arafat. O projeto de Estado-nação sionista está acima das nuances entre os partidos e as forças políticas israelenses. Nosso argumento é que há uma convergência de agendas entre a esquerda e direita israelense para a manutenção do Estado judaico com uma ampla maioria judaica. E isso tem implicações relevantes. Nas palavras do historiador Ilan Pappe, o fato de a limpeza étnica realizada na Palestina entre 1947 e 1949 não ser colocada a sério no cotidiano é, no mínimo, "desconcertante". Segundo ele, existe um "grande abismo entre a realidade e a representação" no caso da Palestina.

O discurso da esquerda sionista se entrega a essa distorção, pois vê a questão palestina de forma binária: ou se é contra ou a favor da ocupação dos TPO; contra ou a favor do governo Netanyahu. Uma das consequências de dirigir a sua luta apenas em relação à desocupação dos territórios conquistados em 1967 - isto é, a Faixa de Gaza e Cisjordânia -, é a legitimação da posição que também é da direita, de negar retorno de milhões de palestinos refugiados da nakba de 1948. A superioridade demográfica em vigor até hoje em Israel (apenas cerca de 20% da população israelense é palestina, enquanto o restante é quase na totalidade judaica, à exceção de alguns imigrantes africanos e asiáticos) foi obtida originalmente através de um detalhado e planejado processo de eliminação e afugentamento da população nativa. O plano Dalet, de 1947, continha orientações explicitas nesse sentido: "os vilarejos que você capturará, limpar ou destruir serão decididas de acordo com consulta com seu oficial de assuntos árabes e de inteligência." O vídeo abaixo traz um exemplo, narrado por um miliciano sionista, de como isso aconteceu.

O patriarca do Estado de Israel e herói da esquerda sionista, David Ben-Gurion, foi um dos principais idealizadores do plano. Em 11 de janeiro de 1948, ele explicou que "o que aconteceu em Jerusalém e Haifa pode acontecer em outras partes do país. Se persistimos, é possível que em seis ou oito meses haja mudanças consideráveis, e a nosso favor. Com certeza haverá mudanças na composição demográfica do país". Pois então, o professor Gherman em artigo acadêmico "Entre a Nakba e a Shoá: catástrofes e narrativas nacionais", manifesta de forma clara um posicionamento político comum à esquerda sionista: negar a limpeza étnica. O professor reconhece que houve "um processo de expulsões, fugas e exílios de parte dos árabes habitantes de regiões da Palestina", mas que isso ocorreu devido a "disputas nacionais e coloniais" de 1948, absolvendo o protagonismo dos sionistas, principalmente dos dirigentes socialistas, na execução de crimes premeditados contra a humanidade, que provocaram uma fratura profunda na memória e no tecido social do povo palestino. Nesse sentido, repete o que um dos historiadores revisionistas israelenses, Benny Morris, sempre responde ao ser indagado sobre as expulsões: " guerra é guerra". É como se dissesse no popular "perdeu playboy". Isso é justiça? Isso é lutar pelos direitos humanos?

Perguntamos ainda o que você faria se estive entrevistando uma pessoa que declarasse o seguinte: "Os árabes têm bem menos respeito pela lei, como mostram estatísticas de trânsito, assassinato, assaltos e outros processos criminais. Isso pode ser desagradável de ouvir e pode parecer racista, mas é uma questão de estatística, não do que eu penso. É o que está lá, o que está acontecendo." Esse é o trecho de uma entrevista do historiador Morris para Gherman que permaneceu em silencio diante dessa resposta.

Os autores se enfurecem com a crítica que fizemos ao fato de visitarem a Universidade Hebraica. Ora, em seu artigo "Revisiting 1967: the false paradigm of peace, partition and parity", o historiador Ilan Pappe revela que a universidade promoveu, em 1963, um encontro entre os seus acadêmicos e os dirigentes civis e militares israelenses para montar um plano de governo para uma possível ocupação militar dos territórios palestinos de Cisjordânia e Faixa de Gaza, o que viria a acontecer de fato na guerra de 1967. O envolvimento da universidade com os crimes israelenses teve mais um importante capítulo por ocasião dos ataques à Faixa de Gaza, em 2014, que vitimaram 2.104 palestinos, sendo que 1.462 deles civis e 30% de crianças. Em carta, declarou: "A Universidade está se juntando ao esforço da guerra para apoiar seus estudantes guerreiros, para que possam minimizar o fardo financeiro" para aqueles que foram convocados para os ataques à Gaza". Caro leitor, sinceramente, vocês acham que é possível fazer acordos de cooperação com universidade que conclama a cometer crimes de guerra?

Mais recentemente, outro herói da esquerda sionista, o falecido Shimon Peres, quando presidente, em 2009, foi aos EUA vender colônias no deserto israelense do Negev, que segregariam e desocupariam os beduínos palestinos que ali vivem, para a classe dominante judaica dos EUA com a promessa de "fazer alyah [o processo de imigração de judeus para Israel] e viver com estilo" em condomínios com pistas de golfe, piscinas olímpicas e casas elegantes com ar condicionado central. E não fica por ai. Peres foi também o garoto propaganda da indústria armamentista israelense no Brasil. Quando o país foi escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, Peres veio ao país como representante de corporações envolvidas em diversos crimes na Palestina, como os ataque à civis em Gaza e na construção do Muro na Cisjordânia.

Vocês acham que é coerente o comediante, o deputado, e os intelectuais que se alinham na defesa dos direitos humanos no Brasil, apoiar um politico como Peres?

A ESQUERDA SIONISTA COMO FARSA?

Como vemos, Israel tornou-se uma conveniente combinação de um Estado democrático e liberal ao estilo ocidental para os judeus, mas que sustenta a sua economia com base na contínua catástrofe palestina, isto é, na exportação das armas e demais tecnologias de segurança testadas nos ataques à população palestina, além de sistemas de irrigação por gotejamento desenvolvidos nas terras expropriadas ilegalmente dos palestinos. As supostas qualidades democráticas e liberais, assim como a sua indústria high-tech, são saudadas e defendidas por Wyllys, Duvivier, Bolsonaro, Crivella e, agora, Katia Abreu, Humberto Costa e cia. Claro que Bolsonaro discorda de Wyllys, assim como Crivella de Duvivier. Essa clivagem é explicitada cotidianamente nas ruas, nos jornais e no Parlamento. Mas as semelhanças que apontamos são reveladoras da força da ideologia e das atitudes sionistas. É impressionante notar que, após décadas de crimes contra a população palestina, o lobby sionista consegue se renovar e conquistar o apoio de quadros tão diversos.

No Brasil, o lobby sionista se faz presente principalmente por meio de organizações financiadas pelo governo israelense ou por indivíduos e grupos sionistas que participam do debate público na sociedade brasileira, principalmente entre a comunidade judaica.
Destacam-se a Confederação Israelita do Brasil (Conib), a Federação Israelita de São Paulo (Fisesp) e a Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj). A Conib, por exemplo, apoiou tanto a viagem dos parlamentares brasileiros que acontece nesses dias em Israel, como a viagem de Wyllys (vide imagem abaixo). Em seu artigo, Gherman, Cohen e Green afirmam terem rejeitado o apoio da Fierj, e nos chamaram de "tolinhos ou mentirosos" por expor a conexão. Ora, como poderiam explicar um vídeo produzido pela Fierj com uma entrevista de Jean Wyllys que "revela como a viagem o ajudou a entender melhor o conflito entre israel e os palestinos e como encarou as reações contrárias à sua visita ao Estado Judeu"? Além disso, num post de 7 de janeiro de 2016 no Facebook, a Federação afirmava: "A viagem de Jean Wyllys a Israel é uma iniciativa idealizada e custeada diretamente por membros da Comunidade Judaica do Rio de Janeiro. A Fierj, apesar de não ter tido qualquer participação na logística ou financiamento deste projeto, tradicionalmente vê com bons olhos a ida de formadores de opinião brasileiros a Israel, onde podem vivenciar in loco os desafios e conquistas do país. Salvo exceções, tais viagens costumam solidificar o apoio dos que já são amigos de Israel e oferecer novas formas de enxergar o país àqueles que lá chegam com estereótipos negativos." Quem mentiu? Fierj ou o nobre deputado?

Como bem expôs o jornalista Andrew Fishman, diferente do discurso de um sionista conservador, o liberal "quer convencer [...] que não existe um lado correto e um lado errado, é apenas 'um conflito' ou, melhor ainda, 'uma situação complicada' com gente boa e gente ruim nos dois lados. Só que um lado tem todo o poder e privilegio e o outro vive cada vez mais apertado e violado". Israel tem o completo controle vertical e horizontal de todas as fronteiras do território (terra, água e ar), do fornecimento de água, da moeda e do recolhimento de impostos, tem uma das Forças Armadas mais bem equipadas do mundo, instituições fortes e uma economia desenvolvida; enquanto os palestinos não tem controle sobre a sua própria terra, não possuem Forças Armadas, mas apenas uma polícia despreparada, instituições fracas e uma economia subdesenvolvida e dependente da israelense.

O que essas viagens de turismo de Wyllys e Duvivier mostram é que há divergências internas, de política nacional, entre a esquerda e a direita sionista, mas que há um consenso entre eles de que não se pode questionar o colonialismo que fundou o Estado de Israel. Essa esquerda sionista não aborda com afinco o projeto de armas, do controle, de prisioneiros políticos, dos assassinatos extrajudiciais, da distribuição desigual da água, do roubo de terras, das diferentes identidades, placas de carro e estradas para circulação, do impedimento para a compras de terras, de ter o seu vilarejo reconhecido, de que sua parede possa permanecer de pé. Algo que Wyllys e Duvivier parecem compreender tão bem no Brasil, não apenas lhe escapou na sua visita à Palestina, ou lhes foi ocultado, como ganhou a sua defesa inconteste. Um amigo palestino de Beit Sahour, ao saber o posicionamento de Wyllys durante a sua visita, observou: "Se ele vem até aqui e todo o discurso dele pisa em ovos porque nossos projetos políticos de resistência devem ter cuidado para não cair no antissemitismo, se essa é a compreensão, então no subtexto está dito que temos que ficar em silêncio diante de décadas de ocupação e opressão. Ou seja, a nossa própria existência é antissemita".

Diferente do que afirmam Gherman, Cohen e Green, não achamos que a militância de esquerda sionista é falsa, achamos sim que é hipócrita. Ela pode ter sido relevante quando se mobilizou nas ruas entre os anos 1980 e 1990 para apoiar um acordo de paz que, não sabiam ainda, se seria manipulado para perpetuar a ocupação. Mas é hipócrita ao se posar como ativista pró-palestina ao mesmo tempo em que rejeita o direito de retorno dos refugiados que foram expulsos. Ao fazer assim estão consentido, implicitamente, com a máxima de que a Força cria o Direito. Assim como denunciou Norman G. Finkelstein, ao revelar que existem judeus que lucram como falsas vítimas do Holocausto, os militantes da paz da esquerda sionista, assim como a elite burocrática da Autoridade Palestina, governada pelo Fatah, e os liberais americanos, lucram econômica e politicamente com a perpetuação do falso processo de paz, que jamais levaria à criação de um Estado palestino independente e soberano. Estes não defendem a ocupação de Gaza e Cisjordânia, mas desconsideram os direitos de quem perdeu suas terras e vidas. Eles dizem que lutam pela paz. Ok, qual paz? Defender as políticas do Estado israelense significa estar do lado do colonialismo e do apartheid. Irônico relembrar que liberais americanos brancos se diziam contra o racismo, mas se opunham a Martin Luther King.+

[1] Os dados fazem parte de uma nova pesquisa da ONG israelense DeColonizer, que agregou em um só mapa as destruições de localidades palestinas, de 47 até 2016.
Artigo publicado originalmente no site http://www.revistaforum.com.br/arabizando/2017/02/23/a-lista-so-aumenta-duvivier-e-wyllys-ganham-a-companhia-dos-senadora-katia-abreu-e-dos-senadores-petistas-jorge-viana-e-humberto-costa-na-defesa-dos-crimes-de-israe
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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Intervenção dos EUA na política internacional


Publicado por: Redação Irã News 



Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos têm intervindo na vida política de diversos países no mundo inteiro. Atualmente, há cerca de 50 casos reconhecidos de ingerência direta de Washington nas eleições em outros países. Os métodos são diversos: golpes de Estado, assassinatos políticos, financiamento da oposição, chantagem, corrupção ou propaganda política. A Sputnik recolheu os fatos essenciais sobre a intromissão dos EUA na política e nos processos eleitorais de outros países.
Eis os atores principais por parte dos EUA: serviços secretos (CIA), Departamento da Defesa (Pentágono) e Departamento de Estado; não era raro o apoio e a mediação de grupos financeiros e industriais norte-americanos.



Itália, 1948
eleições parlamentares
Impedir a vitória da coalizão esquerdista liderada pelo Partido Comunista Italiano,
Objetivo
Meios:
Ajuda financeira destinada a cobrir os gastos da oposição durante campanha; chantagem usada para negar ajuda financeira à Itália.
Resultado: Fracasso do Partido Comunista Italiano nas eleições de 1948 e em sete eleições que seguiram.
Filipinas, 1953
eleições presidenciais
Estabelecer um governo pró-americano.
Objetivo
A CIA prestava apoio intenso à campanha eleitoral do presidente Ramon Magsasaya.
Meios
Resultado
O presidente eleito apoiava os EUA e se manisfestava contra o comunismo.

Irã, 1953
Operação secreta Ajax (Operation Ajax) que visou restaurar o governo do xá Mohammed Reza Pahlavi
Derrubar o primeiro-ministro do Irã, Mohammed Mosaddeq, e tomar o controle sobre o petróleo iraniano.

Objetivo
Meios: Suborno a membros do Majlis (parlamento), militares, editores, redatores e jornalistas de renome. Organização de atos maciços contra o governo.
Resultado
Derrubada do governo da Frente Nacional do Irã democraticamente eleito, regresso do exílio do xá Mohammad Reza Pahlavi ao Irã e sua transformação em um aliado dos EUA até sua própria derrubada em 1979, que foi o resultado da Revolução Islâmica.
No momento do início do golpe de Estado, a CIA controlava mais de 80% dos jornais e revistas de Teerã.
A nacionalização da indústria petrolífera do Irã em 1951 trouxe um sério prejuízo aos interesses dos Estados Unidos e do Reino Unido. Para 1953, a inteligência britânica e norte-americana elaborou um plano de golpe de Estado denominado Ajax (Operação Ajax), supervisionado pelo neto de Theodore Roosevel, Kermit Roosevelt. No decurso da operação, foram usadas, pela primeira vez em toda sua envergadura, as tecnologias de organização de golpes de Estado sem uso de violência que depois foram chamadas de “revoluções coloridas”. O estado-maior da CIA, em Langley, preparou toda uma guerra midiática contra o primeiro-ministro do Irã, Mohammed Mosaddeq. Jornalistas, redatores, editores de grandes jornais e membros do Majlis (parlamento) foram subornados em Teerã.

Guatemala, 1954
Derrubar o governo encabeçado pelo presidente Jacobo Árbenz.
Objetivo
Meios
Treinamento de mercenários, bombardeios, notícias falsas. A CIA preparou 480 combatentes que entraram no país com o auxílio dos métodos de “guerra psicológica”, que se manifestava através de bombardeios da capital e de programas de uma emissora com notícias falsas.
Resultado
A operação teve êxito devido ao medo de uma intervenção total dos Estados Unidos. Teve início uma ditadura que iria durar até 1996.

Líbano, 1957
Eleições parlamentares
Impedir que os comunistas e socialistas libaneses, que contavam com o apoio da Síria, trouxessem o país para a área de “influência internacional comunista”.
Objetivo
Meios
O governo dos EUA e corporações petrolíferas financiaram o Partido Nacional Liberal libanês, garantindo a sua vitória nas eleições de 1957.
Resultado
Entrada das tropas norte-americanas no território libanês, início da guerra civil entre as partes em conflito. Depois, o Líbano se recusou a seguir a “doutrina Eisenhower” e começou promovendo uma a política de “neutralidade positiva”.

Japão, 1958
Eleições parlamentares
Evitar que o parlamento tivesse maioria socialista
Objetivo
Meios
A CIA transmitiu material que comprometia os socialistas, fundações secretas norte-americanas prestavam apoio ao Partido Liberal Democrata.
Resultado
Socialistas não conseguiram formar maioria no parlamento até o início da década de 1990.

Cuba, 1961
Objetivo
Derrubar o governo revolucionário de Fidel Castro.
Meios
Operação militar de dissidentes cubanos organizada e apoiada pelos EUA.
Resultado
A operação falhou.
1.500 combatentes armados entraram em Cuba com apoio da aviação
Logo após a vitória da revolução cubana em 1959, o presidente Dwight Eisenhower introduziu sanções econômicas contra Cuba e encarregou a CIA de elaborar planos para derrubar Fidel Castro. Além de vários atentados contra a vida do líder cubano e do apoio aos restos da oposição armada no país, em 1960, a CIA elaborou um plano de intervenção militar em Cuba.
Estava planejado treinar e munir de armamentos um destacamento de guerrilha composto por dissidentes cubanos. A CIA reservou para si própria o papel de coordenadora entre vários grupos armados e a oposição no território cubano. O resultado esperado era que a intervenção provocasse uma rebelião contra Castro e deserções em massa do Exército cubano. O primeiro ataque devia ser auxiliado por bombardeios realizados por aviões com sinais distintivos cubanos, fato que devia indiciar “rebeldes cubanos”.
A parte cubana sofreu 157 baixas, os agressores – 115. Outros 1.189 combatentes foram presos.
Brasil, 1964
Golpe militar
Manter o controle dos EUA sobre a América do Sul, evitar que o Brasil se aproximasse da URSS.
Objetivo
Meios
Derrubada do presidente João Goulart, estabelecimento de ditadura militar.
Resultado
Foi estabelecida uma ditadura militar, com censura, tortura e perseguição política (que atingiu até a presidente Dilma Rousseff, em 2011-2016); o Brasil entrou na área de influência econômica e política dos EUA (o que reforçou o conceito da América Latina como “quintal dos Estados Unidos”).

República Dominicana, 1965
Usar o conflito interno da República Dominicana nos interesses dos Estados Unidos, evitar que se criasse uma “segunda Cuba”.
Objetivo
Meios
Quando o conflito civil na República Dominicana entrou na sua fase aguda, o presidente dos EUA, Lindon Johnson, pensou que os partidários da revolução esquerdista tinham muitas chances de vencer no país, e então ordenou que se iniciasse uma intervenção militar.
Resultado
Fim do conflito, chegada ao poder de um presidente autócrata.

Grécia, 1967
Evitar que Georgios Papandreou, desfavorável aos Estados Unidos, ganhasse as eleições.
Objetivo
Meios
Apoio ao golpe de Estado militar, participação da CIA de assassinatos políticos e tortura.
Resultado
Foi estabelecido o “regime dos coronéis” encabeçado por Georgios Papadopoulos (antigo agente da CIA e fascista). No primeiro mês do seu governo, o regime executou 8.000 pessoas. Em 1999, os EUA confessaram ter apoiado este regime.

Chile, 1973
Derrubar o governo da coalizão da esquerda, liderado pelo presidente Salvador Allende, fazer o Chile voltar à área de influência dos EUA.
Objetivo
Meios
Guerra econômica e informacional.
Resultado
O governo da Unidade Popular foi derrubado, o presidente Salvador Allende cometeu suicídio.

Granada 1983
Derrubar o governo comunista.
Objetivo
Meios
Intervenção militar. A aproximação de Granada com Cuba e com a URSS preocupou os EUA. Depois da chegada ao poder de um governo comunista radical, o presidente norte-americano Ronald Reagan ordenou a intervenção.
Resultado
O país recusou a ideologia esquerdista e passou a cooperar com os Estados Unidos.

Afeganistão, 1979-1989
Guerra
Aumentar a presença militar dos Estados Unidos em zonas vitais para os interesses do país; fazer frente à União Soviética.
Objetivo
Meios
Apoio financeiro e militar aos mujahiddin e outros grupos de resistência afegãos.
Resultado
Conflito militar entre as forças governamentais, apoiadas pela URSS, por um lado, e os agrupamentos armados de mujahiddin afegãos, apoiados pela OTAN, por outro lado.

Panamá, 1989
Afastar Manuel Noriega do poder. Garantir a navegação através do canal do Panamá.
Objetivo
Meios
Intervenção militar.
Resultado
Derrubada de Noriega.
26 mil soldados dos EUA vs. 12 mil efetivos das Forças Armadas do Panamá.
O general Manuel Noriega chefiou durante muitos anos a inteligência militar do Panamá e, em 1983, encabeçou a Guarda Nacional do país. Contudo, ele continuava tendo ligações estreitas com a CIA. Segundo disse William Casey, chefe da entidade na época, Noriega “executava tarefas importantes para o governo dos EUA”. Não sendo líder do país, Noriega tinha de fato plenos poderes no Panamá e, por causa disso, era objeto de duras críticas.
Em 1984, no quadro do agravamento das relações de Noriega com os EUA, ocorreu uma tentativa de golpe, que Noriega conseguiu reprimir. Os EUA ficaram preocupados por seu ex-agente poder sair de seu controlo e declaram o bloqueio econômico do Panamá, tendo começado negociações sobre a destituição de Noriega.
Em 20 de dezembro, o presidente George H. W. Bush ordenou uma intervenção militar no Panamá sob os seguintes pretextos:
A crise política no país se agravou e, em dezembro de 1989, depois do período de turbulência que acabou com outra tentativa de golpe apoiada pelos EUA, o parlamento concedeu a Noriega poderes especiais e declarou o estado de guerra entre o Panamá e os EUA.

Nicarágua, 1990
Eleições parlamentares
Promover Violeta Chamorro, candidata apoiada pelos EUA
Objetivo
Meios
Financiamento do terrorismo, guerra midiática. Apoio da CIA aos terroristas contrarrevolucionários que desestabilizavam a situação na Nicarágua. Na véspera das eleições presidenciais, a CIA organizou o vazamento de informação sobre um suposto suborno de jornais espanhóis pelos sandinistas. Estas informações foram usadas contra o candidato sandinista, Daniel Ortega.
Resultado
Daniel Ortega perdeu as eleições.


Tchecoslováquia, 1990
eleições presidenciais
Eleição do primeiro presidente não-comunista em 40 anos.
Objetivo
Meios
Financiamento pelos EUA da campanha eleitoral de Vaclav Havel, adversário dos comunistas.
Resultado
Vitória de Vaclav Havel, dissolução da Tchecoslováquia.

Rússia, 1996
eleições presidenciais
Tentativa dos EUA de influenciar na campanha eleitoral e apoiar Boris Yeltsin.
Objetivo
Meios
Bill Clinton, presidente dos EUA, aprovou um crédito para a Rússia de 10,2 bilhões de dólares para apoiar a privatização de empresas, liberalização do comércio e outras medidas.
Resultado
Yeltsin foi reeleito para o segundo mandato, vencendo seu adversário do Partido Comunista, Zyuganov. O dinheiro foi gasto na campanha eleitoral, no aumento da popularidade de Yeltsin e em necessidades sociais: salários e aposentadorias.

Iugoslávia, 2000
eleições presidenciais
Obejtivo
Derrubar o governo do presidente Slobodan Milosevic.
Meios
Introdução de sanções econômicas em 1992, agressão militar da OTAN em 1999, financiamento de mídias independentes e organizações não-governamentais.
Resultado
Slobodan Milosevic perdeu as eleições presidenciais e foi afastado do poder em resultado dos protestos organizados pela oposição. Dissolução da Iugoslávia em 2003. Declaração unilateral da independência do Kosovo com apoio do Ocidente em 2008.

Iraque, 2003
Implantação da democracia e impedir o apoio ao terrorismo internacional por meio da derrubada de Saddam Hussein e do governo do partido Baath, eliminação de armas químicas e biológicas iraquianas.
Obejtivo
Meios
Intervenção militar dos EUA, do Reino Unido e das forças da coalização. Ocupação do país (até 15 de dezembro de 2011). Formação de um governo controlado pelos EUA.
Resultado
Derrubada do governo legítimo; obtenção do direito de explorar jazidas de hidrocarbonetos; degradação das instituições governamentais e civis do Iraque, confrontos étnicos e religiosos entre várias comunidades e regiões iraquianas; morte de milhares de pessoas, milhões de refugiados. Não foi encontrada nenhuma arma de destruição em massa, bem como provas da conivência do governo de Hussein com os atentados de 11 de setembro e apoio ao terrorismo internacional.

Geórgia, 2003
eleições
Obter o controle da região e da costa do mar Negro da Geórgia, enfraquecimento das ligações econômicas e políticas do país com a Rússia.
Objetivo
Meios
Financiamento da “revolução de veludo”, ajuda financeira aos movimentos oposicionistas, partidos e campanhas antigovernamentais.
Resultado
“Revolução das Rosas”, chegada ao poder do governo pró-americano de Mikheil Saakashvili, intervenção militar da Geórgia na Ossétia do Sul em 2008.
Os EUA gastaram 300 mil dólares na revolução na Geórgia
Em julho de 2003 James Baker, ex-secretário de Estado dos EUA, visita a Geórgia. Primeiro, ele se encontrou com os líderes oposicionistas e depois foi visitar o presidente Eduard Shevardnadze. Foi feita a proposta ao presidente e à oposição de aceitar um esquema de controle sobre o processo eleitoral, que devia ser honesto. O esquema incluía 9 representantes da comissão eleitoral central, 5 do governo e 1 da sociedade civil, designado pela OSCE. Para além foram feitas dez exigências eleitorais a serem cumpridas e a proposta mais radical – o presidente da comissão eleitoral central seria nomeado pela OSCE. “No decurso dos encontros com o presidente Eduard Shevardnadze e a oposição georgiana acordamos o assunto da formação da comissão eleitoral central e das comissões regionais”, relata Baker ao deixar a Geórgia.

Ucrânia, 2004; 2014
eleições presidenciais, golpe de Estado
Objetivo
Propagação da influência dos EUA nos países próximos da Rússia, controle sobre o mar Negro, aumento da presença da OTAN junto às fronteiras da Rússia.
Meios
Financiamento das campanhas de alguns candidatos e partidos oposicionistas.
Resultado
Euromaidan, derrubada do governo de Yanukovich, prolongada guerra civil e crise econômica.

Líbia, 2011
Derrubar Muammar Kadhafi
Objetivo
Fornecimento de armas pelos EUA a diversos grupos armados que combatiam o exército líbio e forças de segurança pública. Mais tarde, os EUA, no quadro da OTAN, intervieram na Líbia aproveitando a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU sobre a criação de uma zona da exclusão aérea neste país.
Objetivo
Resultado
Muammar Kadhafi foi derrubado por meio de assassinato durante um assalto armado contra a coluna em que seguia. Milhares de civis foram mortos. No país foram formados dois governos, que até hoje estão em confronto entre si e não se reconhecem, chegando as respectivas forças armas a entrar em conflito de vez em quanto. De fato, a Líbia deixou a ser um Estado unido, em algumas cidades foram criadas bases de extremistas islamistas, inclusive do Daesh. As jazidas de petróleo deixaram de dar lucro ao país, uma vez que grande parte delas foi conquistada por terroristas de vários grupos armados.

Síria, 2011-2017
 Derrubar o governo de Bashar Assad
Objetivo
Financiamento pelos EUA de grupos oposicionistas com o objetivo de derrubar o poder legítimo, bloquear os investimentos estrangeiros e sabotar a realização de reformas econômicas. Com o início da guerra civil na Síria (2011), as autoridades americanas pediram que Assad deixasse o poder. Os Estados Unidos introduziram um embargo de petróleo para pôr a Síria em joelhos. Desde 2013, os EUA treinaram extremistas sírios na Jordânia, fornecendo-lhes armas e dinheiro.
Resultado
O país entrou em guerra. Em 6 anos, a Síria se tornou um criadouro de organizações terroristas, inclusive do Daesh e da Frente al-Nusra. Milhões de sírios tiveram que deixar suas casas e fugir aos países vizinhos. Quase 500 mil pessoas morreram no decurso do conflito armado e de atentados terroristas
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