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sábado, 21 de janeiro de 2017

CARTA DO TENENTE-CORONEL JOÃO LUÍS MENA BARRETO AO POVO BRASILEIRO

Depois não digam que não Avisamos.
Texto extraído de uma postagem de Waldemar Azevedo



CARTA DO TENENTE-CORONEL JOÃO LUÍS MENA BARRETO AO POVO BRASILEIRO


Colocar o Exército para vigiar presídios é a total desmoralização deste governo e o desvirtuamento das Forças Armadas. É, inclusive, inconstitucional. O Brasil foi espoliado pela corrupção e agora é transformado em republiqueta de segunda categoria. E, para aqueles que pensam que a corrupção parou na Morolândia, verão em breve que a mentira desse tipo de justiça coloca o Brasil em posição frágil, no caminho da ditadura e da total desmoralização internacional. Além, é claro, do desmonte completo de sua soberania e da liquidação, a preço sórdido, de nossas riquezas estratégicas ao capital estrangeiro.
O próximo presidente, já escolhido pelas elites entreguistas, pelos brasileiros cegos da direita extremista (tão perigosos quanto os da extrema esquerda), pela mídia golpista e por empresários interessados apenas no lucro e no enriquecimento a qualquer custo, todos no caldeirão fervente da falta de amor ao Brasil e da ausência completa de senso de humanidade para com os mais desfavorecidos, será este presidente-boneco, um mero auxiliar ou capacho do Imperador do Norte, Mister Trump.
Que alguém tenha piedade de nosso país e também do mundo. Esta humanidade caminha a passos largos no rastro do tropel dos Cavaleiros do Apocalipse. É doloroso reconhecer que a caixa de Pandora foi aberta e as bestas estão soltas. Quem viver verá! Quanto ao uso indevido do nosso Exército, apontem-me um país desenvolvido no mundo que utilize, como guardas de presídios ou carcereiros, os soldados de suas Forças Militares, defensores estes sagrados que devem ser de sua soberania.
Nesta era de obscurantismo que se aproxima e assombra nosso país e o mundo, disfarçada de Democracia Justiceira, buscarei um canto no mundo para meu exílio. Assim será, porque meu patriotismo, minha visão de democracia e meu amor pelo Brasil não permitirão que me ajoelhe a esses loucos que tomaram de assalto os Poderes da Pátria amada mais uma vez.
Tenho extrema compaixão pelo povo iludido e sem escolhas. Mas também tenho imenso desprezo por esses falsos brasileiros que estão a conduzir nosso país e sua gente ao fundo do poço por ganância e egoísmo extremo. Para essa gente, sem alma e sem coração, os pobres e desvalidos são completamente invisíveis.
Essa quadrilha que assumiu o Poder está entregando nosso país nas mãos dos exploradores do Norte. Alguém me responda: para onde está indo nosso Pré-Sal? Em que gaveta do Congresso permanece escondida a documentação da CPI de nosso Nióbio roubado? Que destino terão as águas cristalinas de nosso valioso Aquífero Guarani doadas à Nestlé e à Coca-Cola? E o que dizer de nosso precioso minério de ferro, há tanto tempo produzindo riqueza para as poderosas indústrias estrangeiras? Entre tantos problemas, criados por administrações incompetentes, por que estamos perdendo, agora, até a soberania de nosso espaço aéreo? E por que cortar por vinte anos a possibilidade de investimentos na Saúde e na Educação de nosso povo, com essa PEC do fim do mundo? São questionamentos razoáveis de um patriota, a exigir respostas imediatas e consequentes desse grupo de traidores que hoje nos governa sob a condescendência abestada de tanta gente boa. Só não enxerga isso aquele que está cego, dominado pelas trevas do ódio político e totalmente influenciado por uma mídia corrupta, mesquinha, ultraconservadora e mentirosa.
Mas, um dia, a espada de Dédalo haverá de colocar todos eles perante o tribunal da História e sua infalível justiça.
Quem enaltece a participação do Exército nesse ato político-midiático de tomar conta de presídios, deveria ler mais detidamente a GLO – Garantia da Lei e da Ordem. As Forças Armadas não têm a função constitucional de atuar como POLÍCIA e só devem ser utilizadas internamente em casos de extrema convulsão nacional. Se pessoas ditas inteligentes são iludidas pelas falácias da Lei mal interpretada, o que dizer do povo inculto, manipulado pela mídia e por decretos que menosprezam a própria Constituição?
Lamento que pessoas do meu grupo familiar e de amizade defendam esses traidores da Pátria, entreguistas da direita, os mesmos que prenderam e perseguiram meu saudoso pai e feriram a dignidade de nossa família.
Mas, enfim, que cada um siga as escolhas de sua consciência, atitude que, aliás, só é permitida em um regime democrático. Só lamento que muitos desses jovens, hoje defensores dessas aventuras perigosas e antidemocráticas, não tenham vivido os terríveis “anos de chumbo”, para saber exatamente o que isso significa.
No entanto, eles não perdem por esperar, porque, com seu total e inconsequente apoio, os tempos sombrios estão voltando... E Liberdade, ainda que tardia, nunca mais.
Relembrando memórias da Guerra dos Farrapos, deixadas por meu trisavô, General João Manoel (herói brasileiro, morto em combate na Guerra do Paraguai), encerro este texto citando palavras do Duque de Caxias, o Grande Pacificador: — “Nesta guerra insana não há nós e os outros, mas apenas ”nós”.
Assinado: Tenente-coronel João Luís Mena Barreto.